O DEM e a “burrinha da felicidade”

Por Heron Cid

A burrinha da felicidade nunca se atrasa. O verso é do compositor Accioly Neto e popularidade pelo cantor paraibano Flávio José, o filho ilustre de Monteiro.

A canção bem que pode ser solfejada – com sorriso largo -, em Brasília, pelos Democratas.

O partido, finalmente, saboreia um apogeu político, depois de dura travessia e jejum pela Era PT, quando militou por 13 longos anos ferrenhamente em dura oposição.

Mais aguerrida, inclusive, do que a natural do PSDB.

Para o DEM, a roda gigante girou. Hoje, a legenda, mesmo sem ter votado em Bolsonaro no primeiro turno, amealhou espaços invejáveis na Capital da República.

Três ministros de pastas estratégicas (Casa Civil, Agricultura e Saúde) e os presidentes das duas casas do Congresso (Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre).

É pouco ou quer mais?

Nos próximos dois anos, pelo menos, todas as grandes decisões do país vão passar pelos democratas. A pauta das reformas está nas mãos deles.

Como contava o mestre dos forrozeiros, Luiz Gonzaga, com Bolsonaro o partido “lavou a égua”.

Enquanto o DEM se vitamina e encontra, enfim, espaço de relevo, compensado pela sua obstinação anti-PT, o vacilante PSDB – de quem foi parceiro no passado – paga preço alto com desidratação política e social.

A burrinha da felicidade chegou para o DEM. Na Paraíba, os Morais, Efraim, pai e filho, estão montados nela.

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