2016 precisa ser melhor

Do começo ao fim, a esperança de dias melhores foi esvaindo-se. O brasileiro voltou a temer pelo seu emprego com tantas vagas fechadas pelos setores produtivos. Só em 2015, houve uma queda de um milhão e meio de carteiras assinadas, número que equivale a população de mais de duas cidades como João Pessoa, capital do meu estado.

Vimos também a volta do leão da inflação que somente no ano passado chegou a mais de 10%, a maior taxa desde 2002. O crédito do brasileiro ficou ainda mais caro e mais difícil. Quem pretendia sair do aluguel comprando uma casa própria desistiu porque não vê sinais de melhora e teme pelo seus próximos dias. Da mesma forma, aquele que pensava em comprar um carro, mudou de ideia quando viu os preços do álcool e da gasolina aumentarem.

Por onde ando, em todo meu estado, vejo a preocupação nos rostos das pessoas. Ao mesmo tempo que tentam equilibrar suas contas, olham para o governo, aquele que deveria zelar por elas e enxergam o quê? Um governo que gasta mais do que devia e que só no ano passado, foi capaz de deixar um rombo de mais de cem bilhões de reais no caixa, o maior rombo da história do Brasil. E o problema não para por aí.

Antes tivesse gasto mais para atender as demandas do povo, mas a verdade é que nem isso foi capaz. Hoje, o governo federal, pela falta de planejamento e visão, conseguiu transformar a maternidade, um dos momentos mais especiais na vida de uma mulher, em um momento de apreensão, de medo e de incertezas.

Ao mesmo tempo em que gastou com o que não devia, cortou mais da metade da verba que era usada no combate a dengue. Com a proliferação do mosquito que transmite a doença, conhecemos a zika que, pela indicação dos estudos realizados, pode ser a causadora dos casos de microcefalia.

A verdade é que o governo demorou a acordar para a gravidade do problema pois estava ocupado tentando se manter no poder. Em meio a inúmeras denúncias de corrupção, pouco fez para cuidar dos que realmente precisavam de ajuda.

2015: o ano que o combate à corrupção chamou a atenção

Diante de tantos acontecimentos negativos, precisamos destacar um lado bom de 2015: o combate à corrupção.

A investigação conhecida como Lava Jato escancarou as entranhas do poder. Hoje temos uma situação instaurada que há dez anos seria inimaginável. Quando é que veríamos grandes empresários e políticos conhecidos presos? O conhecido Petrolão mostrou desvios de centenas de milhões de reais, em uma das maiores estatais do Brasil, a Petrobras. O estrago feito por maus administradores talvez leve décadas para ser reparado.

E, acreditem. O que fizeram com os fundos de pensão foi pior. A cada dia em que presido audiências da CPI dos fundos, me surpreendo mais com o tamanho do rombo causado que já beira bilhões de reais.

Como deputado, calculo onde esse dinheiro deveria ter sido investido: hospitais, casas e escolas. O que me leva também a pensar nas promessas de obras importantes que nunca se concretizam como a transposição do Rio São Francisco. Chegaram até mesmo a pressionar deputados para que aprovassem a volta da CPMF em troca da transposição.

Em 2010 o então presidente Lula prometeu entregar a obra em 2012. No ano da entrega, a presidente Dilma, prometeu para 2014 e hoje, fala-se que a obra ficará pronta em 2016.

Enquanto palavras e promessas são ditas, quem sofre é o povo nordestino que no ano passado perdeu seu gado, seu roçado e que precisou que se mudar porque até água para beber faltou. Foi o morador do nordeste que olhou para o céu e pediu a Deus pelo fim da seca, ao entender que com a ajuda do governo não poderia contar.

Não podemos permitir que 2016 seja pior ou igual ao ano anterior.

Neste novo ano continuarei, lado a lado, ombro a ombro, a defender os interesses do povo. Podemos perder uma ou outra batalha, mas continuaremos, de cabeça em pé, a lutar por um Brasil melhor. Por um Brasil mais justo. Por um Brasil mais digno.

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