Microcefalia virou epidemia por falta de investimento em prevenção

“Participar desta Comissão Geral, sob a Presidência de V.Exa., é gratificante. Tenho a certeza de que não há voz mais qualificada hoje no Parlamento brasileiro para tratar de políticas públicas de saúde”. Com essa frase o deputado Efraim Filho (DEM/PB) ressalta o trabalho do deputado Mandetta, que é que é “mister” em ações congressuais sobre saúde. Ele é médico e também democrata.

Na avaliação de Efraim Filho a incompetência dos órgãos governamentais responsáveis pelo controle do mosquito Aedes Aegypti, que é vetor de doenças como dengue, zika e chigungunnya tem causado pânico na população onde tradicionalmente há maior incidência do mosquito em decorrência de má gestão do Governo Federal em todo o país.

Surto de microcefalia

Para o deputado paraibano, o Brasil vive um momento desesperador, principalmente pelas mães grávidas. Ainda na avaliação do parlamentar o Governo não está conseguindo nem mesmo fazer o gerenciamento dessa crise.

“Sem querer ser alarmista, digo isso porque a minha esposa está grávida de 4 meses e a sua (esposa) atitude, ao sair de casa, é a de cobrir o corpo com o máximo de roupas, além de usar repelente, acredito que o mesmo está acontecendo com outras grávidas. Não há informações sobre o que fazer para não ser afetado pelo Aedes ou que precaução tomar. As pessoas estão aflitas porque não conseguem achar uma solução para o problema, mas a solução poderia ter sido a prevenção do mosquito”.

Ao enfatizar estas questões mal gerenciadas e sem soluções adequadas, Efraim Filho lembra que Governo Dilma Rousseff errou e errou muito. “A solução mais barata e mais simples seria a prevenção. No entanto, o que fez o Governo? Reduziu o quadro de agentes de combates às endemias e de agentes comunitários de saúde. Todos somos testemunhas da luta que este Congresso trava, Deputado Raimundo Gomes de Matos, para propiciar uma melhor remuneração para esse segmento. Mas o Governo, no afã de economizar custos, cortou pequenos gastos. Consequentemente, o vírus da zika hoje toma conta do País em níveis endêmicos”, afirmou.

O deputado referiu-se a aprovação da regulamentação destes agentes a presidente Dilma, que vetou alguns pontos e deixou a mercê dos prefeitos a legitimação dos salários e ações para essa categoria. Considerada por ele de suma importância para aqueles que nem mesmo conseguem chegar a pronto socorro, posto de saúde ou ainda por ser mais difícil em um hospital.

Controlar microcefalia é prioridade

Nós estamos falando de vidas que ficarão comprometidas; nós estamos falando de famílias que sofrerão com esse impacto, que trarão consigo, por toda a vida, o custo da irresponsabilidade de um Governo que não soube prevenir, que não sabe informar e que agora nem fiscalizar tem conseguido, porque as leis são municipais.

“Deputado Mandetta, eu ouvi as suas palavras, que me tocaram. Também deve haver o reconhecimento por parte das autoridades, dos médicos que tomaram iniciativas muito antes de esse problema vir à tona. Para que hoje seja possível esta discussão, médicos, por exemplo, de Recife, em Pernambuco, conseguiram captar esse primeiro sentimento e o levaram à FIOCRUZ. Mas, só depois da grande notícia, a coisa avançou. Quero dizer que o Brasil, hoje, precisa dar atenção a esse episódio: nos grupos de WhatsApp, nas mídias sociais, nas filas dos postos de saúde. Não tem classe social, não tem cor, não tem condição econômica, não tem cota. Toda mãe brasileira, hoje, sofre preocupada com o que está acontecendo. E é preciso que ela tenha conhecimento sobre os fatos”. Afirmou Efraim Filho.

O deputado paraibano alertou ainda que resta ao Brasil colocar na rua o seu exército de agentes de combate à endemias, de agentes comunitários, de médicos sanitaristas para, infelizmente, tentar debelar esta crise que se espalha por todo o Brasil, levando pânico às mães, aos pais e às famílias.

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