Transposição: Governo faz chantagem com CPMF para acabar com a seca no nordeste

Dilma faz chantagem com CPMF para continuar transposição do rio São Francisco e acabar com a sede do nordestino.

Dilma faz chantagem com CPMF para continuar transposição do rio São Francisco e acabar com a sede do nordestino.

Vivemos a seca mais rigorosa dos últimos 50 anos no nordeste, especialmente na minha querida Paraíba. Temos um completo colapso de abastecimento de água.

É inadmissível que no Brasil do século vinte e um, tenhamos tecnologia para extrair petróleo na profundeza dos oceanos do pré-sal, e não tenhamos a capacidade de entregar água na superfície para o irmão sertanejo, que está morrendo de sede.

Até poucos dias atrás eu não entendia os motivos do Governo Federal tratar a transposição do rio São Francisco com tamanho descaso.

Agora, com as declarações da presidente Dilma, dando a entender que a transposição só será concluída se o Congresso Nacional aprovar a CPMF, entendi a questão.

A sede do nordestino não é uma questão de vida e morte para a presidente, mas sim é um elemento de troca, de barganha, para forçar parlamentares a aprovar o aumento de impostos para a população.

Confesso que acompanhei esse pronunciamento com perplexidade absoluta, nem eu esperaria algo tão surpreendente de um governo que parece que entrou em rota de colisão com a sociedade brasileira.

Chantagem com a sede, com as condições de vida, com a vida das pessoas, é algo fora de qualquer situação imaginável, é um acinte.

O colapso no abastecimento de água tem feito com que o produtor rural se encontre em uma situação de calamidade. O rebanho foi praticamente dizimado pela falta de água.

A produção agrícola também não escapou. Está comprometida.

Pedimos agora pela água para que as famílias possam, no mínimo, sobreviver.

A Paraíba não precisa de migalhas e nem de esmolas, precisamos da conclusão da transposição do Rio São Francisco imediatamente.

Hoje, em muitas regiões, não existe onde buscar água. Vejo carros-pipas parados porque manancial de água mais próximo está, por muitas vezes, há mais de cem quilômetros.

Diante desse quadro trágico, em que lutamos pela vida das pessoas, encontramos um governo — que deveria abrigar o povo — que beira a crueldade.

Vou continuar exigindo a conclusão das obras e mobilizarei todos os esforços para melhorar a vida do nordestino, mas não cederei a chantagem de qualquer tipo, não importa de quem seja.

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